quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"Amar-te é possível, desde que tu também me ames realmente!"
                                                            André Marques in Written in the stars


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Meu [não tão meu] E.

Hoje o meu mundo desabou... outra vez...
Já não estás comigo.
Já não quero que estejas comigo, [embora nunca tenhas estado], já não te quero ver nos meus pensamentos quando me for deitar... já não quero pensar em ti quando acordar... Já não quero dar-te toda a importância do mundo e mais alguma... já não quero...
Não tens culpa nenhuma, nem fizeste nada... continuas e continuarás a ser sempre a pessoa mais perfeita e maravilhosa que já conheci... mas não quero sofrer.
Percebi que nunca me pertenceste, nem nunca pertencerias, por isso, continuar a sonhar contigo seria o mesmo que pedir para parar o tempo... impossível!
Hoje, tenho de pôr um ponto final a toda esta loucura... a toda esta ilusão de sentimentos... a tudo!
Talvez um dia poderemos voltar a encontrar-nos [porque acreditei piamente quando disse que éramos feitos um para o outro, faces da mesma moeda...]. Mas nem sempre as metades se encontram, por vezes o mundo é demasiado grande para que possam voltar ser felizes juntas... e é por isso que eu desisto e te deixo seguir o teu caminho...
É por isso, meu importante E., que eu estou aqui, a encerrar este capítulo da minha vida, antes mesmo de ele ter começado...
Quero que saibas que embora o céu esteja negro, mais cedo ou mais tarde uma estrela brilhante acaba por contrariar a escuridão... e aí eu poderei sorrir novamente, de verdade.
Sê feliz meu pequeno E. Eu vou estar a assistir de longe... a sorrir por ti... mas antes, quero que saibas.

Tu és a minha estrela

sábado, 8 de outubro de 2011

"Sim, eu também Gosto muito De Ti"

Estou, nesta amena noite de Outubro, sentada no telhado da minha casa vazia. Olho para as luzes distantes, que ao longe parecem pequenos pirilampos que dançam alegremente ao sabor da brisa de Outono... é engraçado como a noite de Lisboa pode ser tão calma vista pelos olhos tristes do meu telhado fechado... como todo um turbilhão de emoções simplesmente serena com o baixar do sol... como aqui [e do outro lado do mundo] até a mais viva flor precisa de descansar, um dia...
Não está ninguém aqui, mas não estou sozinha. Tenho uma amiga que olha por mim em noites como esta, noites em que viver parece difícil demais... essa minha amiga está hoje mais brilhante do que nunca, brilha de tal forma intensamente que me prende o olhar no céu durante longos instantes... Está em fase de Lua Nova.
Costumo pensar que, apesar de distante, é esta minha tão querida amiga que me dá inspiração para vir para aqui e deixar os meus pensamentos virem à tona através das palavras sentidas que agora escrevo... pois ela sim está realmente sozinha na imensidão do universo, presa a um caminho que não pode sair, e nem por isso deixa de brilhar...
Olho para a Lua e, subitamente, uma palavra demasiado gasta [quer pelo tempo, quer pelo emprego] aparece sem aviso nem permissão nos meus pensamentos: "Amo-te"... fecho os olhos, não quero ver aquela palavra que tanto me fez sofrer [em tempos]... não quero pensar naquele sentimento imundo que tantas vezes me trouxe até aqui, a este telhado vazio e solitário, não quero mais sentir, não quero mais sofrer... Abro os olhos... a palavra já não me magoa a alma, desapareceu. Suspiro aliviada... Não, já não o amo mais... já não significa mais... já não me traz a este pórtico esquecido pelo tempo [nunca mais]... 
Desvio, por breves momentos, os olhos do solitário asteróide e o meu corpo é inundado por uma calma sensação de bem-estar... fixo de novo o olhar, mas já não é a Lua que ilumina a minha escrita... és tu. O teu sorriso. Os teus incessantes olhos azuis. És tu que me guias agora nesta noite vazia. Olhas para mim. Sorris. Ris-te de mim. Amas-me. Sei que amas. Noto isso no teu olhar solitário, perdido... 
Noto isso quando sei que os meus olhos brilham por ti e para ti. Noto isso no amanhecer de todas as manhas e no luar adormecido de todas as noites. 
Não te conheço. Não sei nada sobre ti. Não sei onde moras, nem com quem vives... Não sei o que te motiva. Sei apenas o que os teus segredos me disseram de ti. Mas sim, Eu Gosto De Ti
Mas muito mais do que isso, gosto da forma como me fazes lembrar de mim...
Olhas para mim, e vejo a Lua nos teus olhos... Sim, tu és a junção do que eu sonhei com o que é impossível ao toque... és a minha inspiração [ou serás, um dia - ou talvez não, quem sabe]... 
Olho-te uma última vez e sei que chegou a hora de partires de novo para poderes voltar no dia em que voltar a precisar de ti... Sorrio... Fecho os olhos cansados e tu já não me iluminas mais...
A Lua olha para mim, eu olho para a Lua... fecho o caderno de apontamentos que tanto me ajuda a viver, levanto-me do cinzento chão onde estivera sentada contigo [a olhares por mim], viro costas e vou andando no sentido oposto a ténue luz que me deixaste quando partiste... Abro a porta da saída... Olho para aquele solitário asteróide perdido no espaço: "Sim Lua, ganhaste, talvez a palavra Amo-te não não seja tão imunda como penso"... Saio e deixo-a sozinha outra vez. 
"Sim, eu também Gosto muito De Ti" respondes.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Um cheirinho a Escuridão


In A Filha da Escuridão
Estava a flutuar num mar de lágrimas, ostentando um longo e ornamentado vestido encarnado que ondulava ao sabor das tristes gotas…
O céu estava negro e eu lutava para me manter à tona, não podia desistir, não podia deixar-me afundar naquele sofrimento sem lutar pela minha vida. Conseguia ouvir soluços… alguém chorava e derramava as lágrimas nas quais eu me debatia contra a morte.
Subitamente, apercebi-me de que o azul das lágrimas era quase neutro em comparação com o vermelho do meu vestido que ocupava quase a totalidade daquele espaço. Como sangue… Sangue que teimava em espalhar-se por todo lado, entranhando-se na minha pele e na minha vida.
Já não lutava por me estar a afogar num mar de lágrimas, mas sim num mar de sangue… Deixei de respirar, já não conseguia manter-me à tona, o meu corpo teimava em afundar-se contra a minha vontade… Então desisti. Era demasiado difícil lutar contra a corrente que me puxava para o fundo… Desisti e deixei-me levar. Lutava para conseguir que os meus pulmões trabalhassem com a rapidez suficiente para me manter viva… mas era impossível.
O meu corpo não reagia. E eu não conseguia resistir àquela força que me puxava para a tranquilidade total – a morte.
Enquanto me deixava arrastar, voltei a ouvir soluços, soluços acompanhados de dor patente nas lágrimas de quem me afogava… olhei para cima uma última vez. Era Derek quem chorava lágrimas que se transformavam em sangue ao tocar em mim… Derek … Ele estava a sofrer e eu não podia fazer nada para o ajudar, para o confortar, para tirar a sua dor. Não podia deixá-lo sofrer assim e ficar a observar sem fazer nada.
Tentei respirar outra vez, voltar à superfície, amparar o meu amigo mas o meu corpo estava paralisado… Os meus sentidos estavam cada vez mais fracos, comecei a desaparecer pouco a pouco no sofrimento…
Não voltei à tona…

Evanescence

Pessoal ouçam esta banda!!!


É simplesmente a melhor banda de todos os tempos! INDESCRITÍVEL...


Para ti, Catarina

Palavras

A vida é a maior surpresa que possas imaginar, sabias?
Umas vezes, quando não estás a espera, acontece qualquer coisa que te deixa de rastos, que te leva a chorar e a desesperar… outras, pelo contrário, algo acontece e tudo muda, ficas completamente desequilibrada e histérica de tanto rir…
 É assim que hoje estou… feliz!
Há muito tempo que não digo isto, e, se fosse ontem, julgaria estar maluca… mas dei-me conta de uma coisa demasiado importante…
A vida nem sempre é tão má como aparenta ser, há sempre uma razão [por mais ínfima que seja] para sorrirmos ou até para soltarmos uma gargalhada bem estridente…
Hoje, quando o Verão começa a bater à porta, não vou falar de coisas tristes… não é que elas não existam, porque, infelizmente estão cá…
No entanto, hoje, apenas hoje, vou ser palavras felizes e divertidas, palavras que sozinhas nada significam mas em conjunto formam um todo, palavras que dançam ao sabor da brisa e passeiam, alegremente, pelo papel.
Hoje não vou deixar que o sorriso se desvaneça, nem que as lágrimas escureçam o meu olhar…Vou ser tudo e nada, toda a gente e ninguém… vou ser o sol e a lua e as estrelas e os planetas… vou ser um universo inteiro, mas mais do que isso, vou ser eu enquanto pessoa livre, determinada e feliz.
Palavras de uma eterna criança apaixonada pela vida!
Adriana Martins

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

[Aparte]

Sabem uma coisa???

Viver é a melhor experiência humana que eu [enquanto humana] posso querer!!! :D

Enfim... eu sei que tenho sérios problemas psicológicos... eu sei. Mas eu gosto!

Sejam felizes! A vida é bela...

Meu pequeno rei

Hoje a vida sorri... a luz do luar entra pela janela do meu quarto fechado para me lembrar que nem tudo está tão mal imagino... há sempre algo ou alguém que te dá força e te leva a erguer o olhar, que te ajuda a não cair na escuridão que rodeia a tua vida... algo que te mostra que podes sempre dar um pouco mais de ti a todos os que de alguma forma se cruzam contigo no tortuoso caminho da vida...
Hoje estou feliz, estou feliz de uma forma tão doida e descontrolada que nada nem ninguém seria capaz de fazer uma doce triste lágrima vir ao mundo através dos meus olhos.
Isto é para ti, rapaz pequeno e insignificante, querias tanto que te esquecesse, que seguisse em frente... agora podes sorrir e este será o dia em que dois corações eternamente ligados entre si pelos caminhos da vida poderão estar, finalmente, em paz... libertos do limbo do amor que os mantinha cativos...

Esta é a minha despedida, meu pequeno rei, serás para sempre uma bonita recordação... mas jamais serás a memória dolorosa de algo que ficou por dizer... Gosto-te demasiado para te odiar, por isso, esta foi a forma que encontrei de para me despedir sem dor ou mágoa... :)
Sei que muita gente não entenderá a razão porque me despedi assim. Para vocês que acham uma idiotice, uma estupidez... Para se ter um futuro é preciso enterrar-se o passado... e é isso que estou a fazer agora... tenho a plena certeza que nunca seria capaz de me apaixonar outra vez, de ser feliz, sem antes me despedir à minha maneira...
Eu estou feliz! Estou bem! Isso é o mais importante certo?
Sei que muitos me entendem, que muitos sentem o que eu senti [em tempos], que muitos serão para sempre o reflexo difuso de algo que nunca terei...
Por isso meus queridos, sofram, chorem, berrem, sintam, exagerem, riam, gritem, namorem, apaixonem-se, beijem loucamente, aproveitem enquanto podem, ponham sorrisos na tristeza, façam o que quiserem, mas acima de tudo não se limitem a sobreviver, VIVAM!

[Gonçalo Antunes, uma história bonita deve ser recordada sem mágoa, sem dor, sem sofrimento... uma história bonita deve ser conservada, contada e, principalmente, recordada com carinho. Gosto de ti, amigo]
Adriana Martins